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Conlang é uma abreviação para Constructed Language, nome dado aos idiomas criados de forma planejada. São idiomas cuja fonologia, gramática e vocabulário foram conscientemente (e não naturalmente) desenvolvidos. São também chamados de idiomas artificiais ou inventados.

As conlangs podem ser divididas em três grandes grupos:

  • Idiomas projetados (Engineered Languages / engelangs), que por sua vez são subdivididos em idiomas lógicos (loglangs), filosóficos e experimentais. Foram desenvolvidos para experimentações em lógica, filosofia e linguística.
  • Idiomas auxiliares (Auxiliary Languages / auxlangs), desenvolvidos para comunicação internacional (também chamado de IAL – International Auxiliary Language);
  • Idiomas artísticos (Artistic Languages / artlangs), desenvolvidos para satisfazer à estética ou causar um efeito humorístico, apenas por diversão. Normalmente, línguas secretas ou místicas são classificadas como artlangs.

Os limites entre os grupos acima, porém, não são claros. Uma conlang pode facilmente entrar em mais de uma categoria. Um idioma construído buscando certa estética pode também ser classificado como um idioma artístico, que pode ser criado por alguém com razões filosóficas buscando utilizá-lo como um idioma auxiliar. Não há regras.

Uma conlang pode até mesmo possuir falantes nativos, no caso de um pai ser fluente e ensiná-la ao seu filho desde o nascimento. Um membro do Klingon Languange Institute, por exemplo, tentou educar seu filho para ser um falante nativo de Klingon (idioma criado para o universo de Star Trek).

As conlangs se tornaram mais comuns para o público leigo a partir da primeira década do século 21, graças a filmes de ficção científica e histórias de fantasia como Star Wars, Star Trek (Klingon), Senhor dos Anéis (Élfico), Stargate SG-1, Atlantis: The Lost Empire, Game of Thrones (Dothraki e Valyrian), Avatar (Na’vi), entre outros. Confira abaixo um vídeo sobre algumas dessas conlangs:

 

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